CO-CRIANDO UM MUNDO MELHOR

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Mercado livre, individualismo e competição, esse é o mundo em que vivemos. 
A internet encurtou as distancias e nos isolou atrás de telas, números e algoritmos. 
A inteligência artificial está cada vez mais presente em nossas vidas e cada vez ela ocupará mais espaço em nosso dia-a-dia. Pensar em uma máquina te direcionando, te fornecendo informações "seletivas” que te influenciam diretamente na forma de enxergar o mundo, nos segregando por números!! Como deixamos isso acontecer?
Maquiavel já dizia, “Atire a primeira pedra quem não tiver telhado de vidro".
Sim, todos nós temos falhas, somos humanos, e é a nossa humanidade que precisa ser resgatada! É uma questão de sanidade, de manter o controle sobre essa nova dinâmica cyber que dita nosso comportamento sem nos darmos conta.
Estamos cada dia mais apáticos, egoístas, insensíveis e indiferentes às necessidades do outro, repudiamos a opinião alheia, desprezamos o coletivo em prol de manter a resistência ao que acreditamos. Sim, porque a cada dia, a tal da inteligência artificial nos fornece mais e mais a mesma face da moeda, que nos faz acreditar que a nossa verdade é suprema. Que mundo louco, não é?! Enquanto eu só recebo informações de A, você só recebe de B, e fulano de C, não conseguimos enxergar de forma ampla…. isso cria o caos e a discórdia. Alguma semelhança com o panorama separatista e de medo que vivemos hoje não é nenhuma coincidência. 
É o resultado de se deixar levar pelo mundo externo, material e agora, artificial. Nesta correria desenfreada e competitiva, esquecemos de olhar para dentro, silenciar, questionar e investigar o que os "fatos”nos apresentam. Acessar nossa humanidade, nossas diferenças e perceber que apesar de parecermos tão diferentes, sujeitos a fatores socioculturais, somos todos iguais, nascemos e morremos sós, e o caminho a ser percorrido neste meio tempo é uma questão de escolhas que nos levam a aprender e sustentar o percurso.

O percurso não é fácil, é o repertório da vida que nos direciona.
Foi pensando em tudo isso que resolvi escrever este artigo sobre Empatia, espero que seja válido para repensarmos nossas atitudes e começarmos o ano trazendo para cada um de nós a responsabilidade de co-criar um mundo de entendimento e identificação com o próximo.
É necessário começar a mudança em nós. É assim que vamos conseguir transformar e transmutar essa energia de medo e que ronda nosso planeta no sentimento de amor, união e paz.

Roman Kznaric, filósofo australiano, fundador do The School of Life, em Londres acaba de lançar o livro “Empatia, um livro para a Revolução" e acaba de participar da concepção da exposição que está este mes em São Paulo  “Caminhando em seus sapatos…” é um exemplo incrível, um primeiro estímulo para tocar o coração das pessoas e fazer se colocar no lugar do outro e refletir.

Ahhh ok, então sim, eu entendo, não é difícil! 
Mas…. se eu fosse ele, teria feito diferente!

Pois é, geralmente caímos no erro do julgamento. Não se esqueça que a perspectiva do outro, seu repertório de vida e o meio em que vive é exatamente o que nos torna diferentes em nossa semelhança. 
Compartilhar o sentimento alheio e se colocar sob a perspectiva do outro, criar essa empatia é fundamental, mas nunca seremos o outro. Outro erro que cometemos é criar essa empatia pelos menos favorecidos, rotulando e mascarando o preconceito. É a nossa mente egóica sempre tentando nossos posicionar, neste caso trazendo a sentimento de poder, superioridade e afastamento. 
Não! Isso não é empatia, atenção.
A empatia precisa ser desenvolvida e praticada, é um exercício diário. Por isso precisamos tanto de yoga e meditação. É o autoconhecimento que nos torna pessoas melhores, mais justas e sensíveis.
Um dos primeiros aforismos do Yoga Sutras de Patañjali, “Yoga Citta Vritti Nirodha", já nos mostra que são as flutuações da mente, nossos pensamentos incessantes que nos afastam de nós mesmos. O medo inconsciente, raiz do sofrimento humano permeia nossas escolhas e julgamentos. O yoga nos traz essa quietude metal para podermos escolher os pensamentos que realmente nos representam e assim conseguirmos criar um mundo que seja nosso reflexo. 
Sim, a visão do mundo é uma perspectiva; se a sua perspectiva é positiva, cheia de boas intenções e humildade seu mundo refletirá essa leveza.
Por isso dizem que o céu e o inferno são aqui na terra, eles são uma criação da nossa mente fértil!
Mas então, o que fazer pra viver no paraíso????
Cultivando os pensamentos positivos e afastando os pensamentos negativos que não fazem parte do mundo que queremos para nós.
Os vrittis saudáveis, como cita B.K.S.Iyengar no livro “Luz na Vida”, Maitri, Karuna, Mudita e Upeksa devem ser cultivados para nossa própria evolução. São propriedades de cura e saúde da consciência.
Resumindo, cultivar amizades com pessoas felizes; cultivar a compaixão por aqueles que estão tristes; alegria pelos virtuosos e neutralidade contra aqueles que são cheios de vícios nos movem em direção a uma vibração energética que suavizam o caminho e diminuem os obstáculos. 
Te convido a começar o ano trazendo uma nova perspectiva para a vida, cheia de luz, amor e altruísmo.

Que o ano seja iluminado para todos nós ✨

Namaste

“ Asato ma sad gamaya
Tamaso ma jyotir gamaya
Mrtyorma amritam gamaya
Om Shanti Shanti Shanti ” 


(conduza-me do irreal ao real, da escuridão para a luz, da morte para a imortalidade)

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